Quando o detetive Carlos Navali é chamado a um armazém abandonado numa manhã de fevereiro, o que encontra na parede não é apenas um corpoé uma declaração. Uma estrutura de carne e metal montada com a precisão de um artesão e a assinatura de quem ainda não terminou.
Para investigar o que a cidade logo vai chamar de "o Assassino das Paredes", Navali ganha uma parceira que não pediu: Alice, analista comportamental com uma forma de enxergar crimes que ele não aceita facilmente. Onde ele vê evidência física, ela vê linguagem. Onde ele vê monstruosidade, ela vê lógica interna. E é essa lógica quemeticulosa, doentia, incompreensível para elevai fazê-los chegar no limite de suas próprias convicções.
Mas O Décimo Corpo não é apenas uma caçada. À medida que os dois reconstroem a cadeia de traumas, violências e relações que formou o assassino, Navali começa a ser confrontado com uma pergunta que não consegue descartar: até que ponto alguém poderia realmente ter agido diferente?
Essa é uma história sobre investigação, obsessão, culpa e consequênciase os limites daquilo que chamamos de escolha.